O primeiro passo de uma longa viagem
Já lá vai 1 ano e 4 meses que esta caminhada começou.
Ao longo deste ano passei por muitas experiências novas e adquiri um imenso conhecimento sobre uma área que nunca me teria passado pela cabeça intervir.
O primeiro obstáculo que me surgiu foi: como vou eu trabalhar com estas mulheres? o que posso fazer e como as posso ajudar?
Antes demais tive que ler muito, procurar todas e quaisquer actividades que pudesse transformar e adequar as suas necessidades e problemáticas. Até que iniciei o primeiro grupo de terapia. O meu primeiro grupo de terapia e o primeiro desta associação.
Foi muito difícil fazer com que mulheres dessem a cara, que se expusessem, mas todas as semanas o grupo ia crescendo, umas iam entrando outras iam saindo, até que restaram as guerreiras, e digo guerreiras porque as poucas que ficaram durante um ano seguidinho, que todas as semanas estavam lá são umas lutadoras. Sim, não pensem que é fácil, estarmos 2 horas a trabalhar questões que nos incomodam. Mas afinal é para isso que elas lá estão. Não para esquecer, porque nada se esquece, mas para recordar de forma saudável um momento da vida que as entristece e as bloqueia para seguir em frente com a vida.
Este grupo permaneceu fixo durante um ano, até que uma das meninas engravidou, e por regra estabelecida, teve que ser encaminhada para um grupo de terapia para grávidas.
Mais uma nova etapa para mim. Como vou eu trabalhar com grávidas? Na altura engravidou também uma outra associada que desde logo se mostrou interessada em iniciar terapia. Não pensei duas vezes, tenho que investir nesta nova aprendizagem. E assim fiz. Mais uma vez pesquisei, procurei informação e comecei a trabalhar com elas.
Hoje, cada uma tem o seu bebé nos braços, e sinto-me feliz por de alguma forma ter ajudado estas mulheres a passar uma gravidez menos angustiante e a permitir que vivenciassem com felicidade, dentro do que lhes era possivel, a gestação.
Em paralelo a todo este trabalhao iniciei consultas individuais e de casal, sempre que considerava que a terapia de grupo não era suficiente ou que a associada não pudesse por indisponibilidade da mesma estar presente nos grupos de terapia.
Foi esta a minha base de trabalho, para chegar ao degrau no qual me encontro hoje.
Neste momento a Associação já me permitiu fazer um pouco de tudo: Conferências, dar formação, fazer terapia de grupo e de casal.
Obrigada Associação Projecto-Artémis por me ter permitido crescer quer a nivel profissional, quer a nivel pessoal. Obrigada por confiarem no meu trabalho e por me darem abertura para chegar onde cheguei.
Um bem haja a todas as associadas, à direcção e a todas as pessoas que directa ou indirectamente colaboram connosco.
Um bjinho a todas
Sandra
Escrito por sandra às 18h11
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