Gerar Esperança


 

  



 



Escrito por sandra às 14h21
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Apenas para reflectir...

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Escrito por sandra às 14h09
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O primeiro passo de uma longa viagem

 

 

lá vai 1 ano e 4 meses que esta caminhada começou.

Ao longo deste ano passei por muitas experiências novas e adquiri um imenso conhecimento sobre uma área que nunca me teria passado pela cabeça intervir.

O primeiro obstáculo que me surgiu foi: como vou eu trabalhar com estas mulheres? o que posso fazer e como as posso ajudar?

Antes demais tive que ler muito, procurar todas e quaisquer actividades que pudesse transformar e adequar as suas necessidades e problemáticas. Até que iniciei o primeiro grupo de terapia. O meu primeiro grupo de terapia e o primeiro desta associação.

Foi muito difícil fazer com que mulheres dessem a cara, que se expusessem, mas todas as semanas o grupo ia crescendo, umas iam entrando outras iam saindo, até que restaram as guerreiras, e digo guerreiras porque as poucas que ficaram durante um ano seguidinho, que todas as semanas estavam lá são umas lutadoras. Sim, não pensem que é fácil, estarmos 2 horas a trabalhar questões que nos incomodam. Mas afinal é para isso que elas lá estão. Não para esquecer, porque nada se esquece, mas para recordar de forma saudável um momento da vida que as entristece e as bloqueia para seguir em frente com a vida.

Este grupo permaneceu fixo durante um ano, até que uma das meninas engravidou, e por regra estabelecida, teve que ser encaminhada para um grupo de terapia para grávidas.

Mais uma nova etapa para mim. Como vou eu trabalhar com grávidas? Na altura engravidou também uma outra associada que desde logo se mostrou interessada em iniciar terapia. Não pensei duas vezes, tenho que investir nesta nova aprendizagem. E assim fiz. Mais uma vez pesquisei, procurei informação e comecei a trabalhar com elas.

Hoje, cada uma tem o seu bebé nos braços, e sinto-me feliz por de alguma forma ter ajudado estas mulheres a passar uma gravidez menos angustiante e a permitir que vivenciassem com felicidade, dentro do que lhes era possivel, a gestação.

Em paralelo a todo este trabalhao iniciei consultas individuais e de casal, sempre que considerava que a terapia de grupo não era suficiente ou que a associada não pudesse por indisponibilidade da mesma estar presente nos grupos de terapia.

Foi esta a minha base de trabalho, para chegar ao degrau no qual me encontro hoje.

Neste momento a Associação já me permitiu fazer um pouco de tudo: Conferências, dar formação, fazer terapia de grupo e de casal.

Obrigada Associação Projecto-Artémis por me ter permitido crescer quer a nivel profissional, quer a nivel pessoal. Obrigada por confiarem no meu trabalho e por me darem abertura para chegar onde cheguei.

Um bem haja a todas as associadas, à direcção e a todas as pessoas que directa ou indirectamente colaboram connosco.

Um bjinho a todas

Sandra

 



Escrito por sandra às 18h11
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porquê o nome gerar esperança?

 

 

Olá a todas

Decidi criar este blog porque tenho uma profissão que é preciso ter esperança, mas acima de tudo estou a trabalhar numa associação que o lema é GERAR ESPERANÇA.

Sou psicóloga, e como todos os colegas não foi fácil começar a trabalhar. Mas como todos os que me conhecem costumam dizer, eu sou uma sobrevivente, não desisto nunca de lutar pelo que me move. E assim foi, acabei o curso e decidi estagiar. Tive a sorte de entrar para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, local que me ensinou a humildade da profissão, que me ensinou com todas as pessoas que comigo caminharam a continuar a lutar e que depois do estágio acabar, uma nova etapa estava a surgir, o encontrar um local de trabalho.

Após terminar o estágio comecei a enviar curriculos, sem me interessar para onde, para que local do país. Numa dessas candidaturas fui ter à Associação Artémis. Na altura nem vi que era um lugar para psicóloga em regime de voluntariado.

Quando fui a Braga à entrevista, encontrei a Manuela, com o seu jeito acelarado e muito bem disposto. Aí me explicou qual seria o trabalho a fazer. Era uma associação que apoiava mulher vítimas de aborto espontâneo. Na altura aquilo era novidade, nunca me tinha passado pela cabeça o que estas mulheres passavam e que infelizmente no nosso país ninguém lhes dava apoio. Como era possível tal acontecer.

Vim embora a pensar nas histórias que tinha ouvido, na quantidades de mulheres que estavam a sofrer e não tinha uma porta para bater.

Apesar de estar a precisar de um trabalho remunerado, não consegui ficar indiferente, não consegui dizer não quando me contactaram a informar que o lugar de psicóloga na associação era meu. Pulei de alegria. Ia trabalhar na minha área, ia poder dar a mão a quem realmente precisa, ou afinal não é este o objectivo da profissão que tanto adoro?

Só depois de aceitar percebi que para além destas mulheres não terem qualquer apoio, na area da psicologia também não há qualquer estudo feito sobre tal tema, ou qualquer forma de trabalho já adequada para estas situações.

Comecei uma luta nova, o encontrar formas de trabalhar com estas mulheres, fui auto-didata mas foi isto que fez com que me apaixonasse pela associação, foi isto que me fez dar tanto valor ao que tenho aprendido e ao trabalho que realizo.

Começou assim a minha caminhada com a Associação Projecto-Artémis.

 

Um abraço

Sandra

 



Escrito por sandra.artemis às 18h00
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  25/03/2007 a 31/03/2007
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  28/01/2007 a 03/02/2007
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