O primeiro grupo de terapia, o grupo que me será eterno!!!

Hoje decidi falar do meu primeiro grupo de terapia, apenas desse que me marcou em vários sentidos.
Todos os grupos marcarão, cada um de uma forma diferente, mas este terá eternamente um cantinho especial no meu coração.
Qundo tivemos a priemira sessão eram apenas 3 associadas. Tímidas, com receio estampado na cara. Denotava-se uma dúvida espelhada no olhar, medo e ansiedade por algo que lhes era novo e do qual não tinham qualquer informação.
À medida que as semanas iam passando, o grupo foi crescendo, sempre que entrava alguém novo havia no ar a dúvida, mas ao mesmo tempo o abrir de corações dispostos a partilhar as suas histórias.
A primeira coisa que pude constatar foi que com aquelas mulheres eu não podia ser apenas a técnica, a psicóloga, teria que quebrar a barreira sem nunca deixar que o limite fosse passado. Em todas as sessões que entrava alguém de novo eu dizia, quase como que um alerta ou um mecanismo de defesa em relação à minha postura: "Eu serei o porto de abrigo, eu serei companheira de trabalho, mas nunca companheira de luta. E por mais insensivel que possa parecer, eu dar-vos-ei o meu ombro, mas nunca, em hipótese alguma chorarei com vocês!"
Acho que esta foi a minha salvaguarda. Não é que houvessem sessões que não saisse de rastos, e não foram tão poucas quanto isso. Havia alturas que eu mesma não entendia como me havia controlado, com todas aquelas histórias de dor e sofrimento, e este controlo não se aprende na faculdade. Por mais livros, por mais teorias que possamos ler, nunca estamos verdadeiramente preparados para ouvir tais histórias. Ma tinha que ser assim, não podia transparecer qualquer sentimento durante aquelas duas horas. Duas horas que muitas vezes pareciam quase que uma eternidade.
Era duas horas sagradas, parecia que para elas aquele era o seu momento, mais ninguém podias penetrar, pairava uma cumplicidade e companheirismo no ar como nunca vi igual. Acho que foi isto que fez com que tão árduamente este grupo trabalhasse um ano seguido, sem faltas, sem falhas por parte de ninguém.
Rimos muito, e isso eu fazia com elas. Choraram muito, abraçaram-se, deram as mão, traçaram objectivos em conjunto, sem nunca olharem para o seu próprio umbigo. Não havia o individual, havia o grupo, havia a união, e havia acima de tudo uma amizade entre elas.
Obrigada meninas (e vocês sabem quem são), por esse ano maravilhoso, cheio de alegrias e de aprendizagem. Obrigada por nunca terem desistido, mesmo que muitas vezes a vossa vontade fosse sair porta fora e dizer, Basta, não quero mais, tou cansada, sim, porque eu sei que ás vezes eu sou mazinha, e vos faço chegar ao limite, mas só assim as barreiras são quebradas.
Obrigada de coração, e nunca desistam guerreiras.
Um abraço e um beijo de coração
Sandra Cunha
Escrito por sandra às 20h58
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O que está a ser feito?

Olá a todas
Neste momento a Associação tem caminhado a passos largos para o seu desenvolvimento.
Temos um grupo de terapia que está a funcionar desde Outubro, no Gabinete da Maia. Este grupo é formado por três associadas, duas das quais já andam em acompanhamento à um ano e meio, e que com muita força e garra têm lutado e dado o seu melhor para adquirir a estabilidade emocional tão desejada, e uma associada que só agora iniciou acompanhamento.
É um grupo bastante unido, que tem os seus altos e baixos. Sim, porque não pensem que é só andar para a frente. Há momento que lhes apetece desitir, mas gera-se entre elas um elo de cumplicidade e parceria que não as deixa abandonar o grupo e que faz com que todas as semanas haja um motivo para estarem presentes.
Há sessões, que para elas são difíceis, mas também o são para mim.
É um grupo ainda recente, mas já com algumas histórias para contar.
Para além deste grupo, existe o acompanhamento individual e de casal. Um acompanhamento mais personalizado e no qual são trabalhadas questões apenas delineadas pela associada em questão. É um trabalho diferente, mas também bonito e de luta.
Artemisas, tamos no terreno, temos as portas abertas para vos dar a mão, mas o primeiro passo terá sempre que ser vosso.
Um bem haja
Sandra Cunha
Escrito por sandra às 20h44
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